Cão policial morre e deixa legado na CIPCães, em Pernambuco

Animal recebe homenagem póstuma da PMPE, como reconhecimento ao seu trabalho

O Batalhão de Policiamento com Cães (CIPCães) está de luto. A unidade especializada sofreu uma “baixa”, após o falecimento do cão policial conhecido como “Parada”, de 10 anos, na última terça– feira (11), por insuficiência respiratória. O animal da raça "Belga de Malinois" se destacou no combate ao tráfico de drogas, em Pernambuco, se tornando um dos melhores cães operacionais da unidade. E para honrar o seu legado, a PMPE realizou, na manhã desta terça-feira (18), uma homenagem póstuma, no Cemitério Morada da Paz, onde o cão foi cremado.

Na ocasião, seus companheiros de quatro patas marcaram presença, além do efetivo da CIPCães e o comandante da unidade, Major Pantaleão. Representando o Comandante-Geral da PMPE, esteve presente o Diretor Adjunto da DIRESP, Coronel Cláudio Lopes.

A solenidade foi realizada com momentos marcantes. Com a chegada do cachorro "Parada", continências foram prestadas e a bandeira da unidade foi estendida em seu caixão, como forma de honrar e agradecer aos excelentes serviços prestados. O cão ainda teve seu legado destacado no pronunciamento do comandante da CIPCães. O animal deixou o ato solene, com uma salva de palmas de todos os presentes. Logo após, seguiu para ser cremado. O cão chegou à unidade em 2014, para auxiliar no policiamento na Copa do Mundo de Futebol, em Pernambuco, e de lá pra cá ele foi se destacando através de uma de suas características mais marcantes, o faro aguçado. De acordo com o comandante da CIPCaes, o animal era conhecido por sua alta produtividade, atuando de forma direta em apreensões significativas de entorpecentes. “Na nossa unidade os cães recebem treinamentos específicos, de acordo com a tarefa que vão desempenhar. Tem cachorros que tem mais aptidão para o faro de drogas e explosivos, outros para guarda e proteção, busca pessoal e captura. O nosso “Parada”, sempre se destacou nas ocorrências sobretudo de faro. Ele despontava muito além dos demais que estão em formação. A quantidade de drogas apreendida por ele era crescente e ele sempre nos surpreendia.”

Além desses feitos, o adestrador do cão, Sargento Eric Soares, salientou que o animal era bastante dócil e participou de diversas ações em prol da formação de crianças e adolescentes. “Ele era um cachorro cativante, alegre, envolvente e acima de tudo companheiro. Não tenho palavras para descrevê-lo, mas sei que ele produzia empatia por onde passava. Participou de forma ativa em diversas palestras para crianças e adolescentes, em escolas e em eventos que abordavam temas contra a violência e combate às drogas. Onde ele chegava sempre foi dócil e fazia a festa da criançada e dos adultos, que adoravam abraçá-lo e acariciá-lo. Vai deixar saudades”, frisou o militar, bastante emocionado.


Fonte: Ascom PMPE